05.01.08
Resenha: Mandando Bala
Ao pegar a capa do DVD, vi que havia uma advertência na parte de trás: Violência Gratuita. “Só pode ser exagero” – pensei. Não era.
Mandando Bala gira em torno de uma conspiração envolvendo política, interesse financeiro e muitos bebês. Tudo isso regado a tiros, explosões e humor negro.
A história começa quando o Smith (Clive Owen) resolve salvar uma mulher grávida da execução. Quando digo “salvar”, leia: atirar em umas 20 pessoas com direito a movimentos de ação dignos de Jackie Chan.

Devido a esse ato altruísta, Mr. Smith começa a ser perseguido por uma organização misteriosa, para preservar a sua vida e a de outras pessoas que ele também arrasta para o buraco, chega-se ao fundo desse poço de intrigas. Descobrindo assim que não se pode confiar em ninguém e nada é o que parece.
O personagem de Owen é quase um super homem. Calmo, frio, calculista, melhor atirador do mundo, supostamente também é o Unabomber e vencedor de algum prêmio Nobel.
Outro aspecto relevante sobre sua personalidade é a analogia feita com o coelho preferido da Warner Bros, Pernalonga. Smith é astuto, debochado, vive comendo cenouras e sai de qualquer situação completamente ileso. Até o bordão “What’s up Doc” é utilizado na película.
Como dito previamente, o diretor Michael Davis, criou cenas de acão espetaculares, completamente inverossímeis, mas ainda assim espetaculares. A trilha sonora, carregada de Rock pesado, encaixa-se como uma luva no clima tenso do Longa.
A atuação de Clive Owen é bem parecida com seu papel em Sin city. O herói inexpressivo e que pode fazer tudo com uma 9.mm nas mãos. Já Monica Bellucci, que já está velha para o papel de mulher sedutora, continua com uma interpretação parca como sempre. Paul Giamatti, por sua vez, surpreende como vilão. Seu jeito sério e sombrio é perfeito para o personagem.
Mandando Bala têm uma história fraca, atores que não estão nos seus melhores dias e sangue suficiente para encher duas piscinas olímpicas. Essa fórmula, todavia, vende e diverte. Assista se não houver nada melhor.
Layhany disse,
Junho 13, 2008 às 5:21 pm
ôw…. eu gostei do filme… tem tudo isso que colocaste, mas é divertido…
chega a ser até cômico… cara, eu assisti com minha irmã, e sinceramente, rimos pra caramba…
mas as cenas (¬¬’ quase todas!) que envolve o bebê e as balas ao mesmo tempo, são sensacionais, dignas de muitas gargalhas e conflitos internos.
ahuiahuaihaiuahi…
bjão, moço!
Nany