04.14.08
H. P. Lovecraft
Não é segredo que minha coluna literária tem sua base montada sobre livros de terror. Até agora priorizei autores nacionais, mas chega à vez de Howard Phillips Lovecraft, alguém sem o qual a ficção de horror não seria a mesma.
H. P. Lovecraft nasceu em Rhode Island nos Estados Unidos no dia 20 de agosto de 1890. Sua obra não teve tanta influência em vida, mas após a sua morte em 1937, o mundo todo se rendeu a maestria da diabólica mente do escritor.
Durante a infância, era um jovem prodígio. Recitava poesias aos dois anos e começou a escrever aos seis. A grande influência em sua vida lingüística foi seu avô, Whipple van Buren Phillips, já que seu pai morava em uma casa de repouso devido a uma crise nervosa. A saúde do autor enquanto criança era muito debilitada. De acordo com os médicos da época, Lovecraft sofria de poiquilotermia, o que deixava sua pele sempre gelada ao toque.
A trágica história de sua família repetiu-se quando o mal que acometeu seu pai caiu sobre ele, um ataque de nervos o impediu de conseguir o diploma do ensino médio e juntamente com a morte de seu avô levou a família a um estado de pobreza lamentável.
Durante seu trabalho como Jornalista, que durou um curto período, Lovecraft conheceu Sonia Greene, com quem viria a casar. A união durou muito pouco, no entanto, o período de divórcio foi o mais produtivo na vida do escritor. Nessa época foram escritas duas de suas mais extensas obras: O caso de Charles Dexter Ward e Nas Montanhas da Loucura.

Seus trabalhos são focados principalmente no subconsciente e no simbolismo, já que a maioria deles foi inspirada por seus constantes pesadelos. A referência a horrores ancestrais e divindades antigas gerou uma espécie de mitologia chamada de Chtulhu Mythos. Expressão essa criada após sua morte pelo também escritor August Derleth.
H.P. Lovecraft, criou durante todos esses anos uma legião mais que fiel de fãs. Algumas músicas foram inscritas tendo como inspiração seus contos fantásticos. Call Of Cthulhu do Metallica e Cthulu Dawn do Cradle Of Filth são bons exemplos. Diferente de Vianco e Magrini, sua narrativa não cria situações de perder o fôlego, é um terror psicológico bem dosado, faz-nos ter medo de virar a próxima página. Seus clássicos merecem permanecer na memória dos adoradores do gênero por muitos anos.